Vacinação de Gatos

A nossa recomendação é que o protocolo de vacinação para gatinhos sadios tenha início ás 8 semanas de idade, como auxiliar na prevenção das doenças:
- Panleucopenia felina,
- Rinotraqueíte viral felina,
- Calicivirus felino,
- Clamidiose,
- Leucemia felina (se viver em zona de risco)
Sabe-se que a presença de anticorpos maternos interfere no desenvolvimento da imunidade activa. Por isso, os gatinhos devem ser revacinados a cada 3 ou 4 semanas até pelo menos 12 semanas de idade. Gatos com idade acima de 12 semanas de idade deverão receber uma dose de vacina e uma segunda dose 3 ou 4 semanas depois.
A resposta adequada à vacinação é directamente ligada à competência imunológica de cada animal. Por isso antes de iniciar o esquema de vacinação do seu gatinho o animal deve ser avaliado pelo medico veterinário durante a consulta.
Para gatos de origem desconhecida ou animais de rua recomendamos antes do início da vacinação um exame de sorologia para as doenças FIV/Felv Felina (Vírus da sida Felina e Leucemia Felina) devido à alta prevalência e gravidade dessas doenças para os felinos.

Esse período de vacinação é um período onde iremos estreitar o nosso relacionamento e onde você também irá receber todas as informações necessárias de manejo e dos cuidados de medicina preventiva que serão de extrema importância na qualidade de vida e longevidade do seu animal de estimação.
A partir de então o animal é vacinado anualmente com uma dose única.
Esse período de vacinação e o reforço anual podem ser determinantes na qualidade de vida do seu animal de estimação e é o principal ponto de trabalho da medicina veterinária preventiva para pequenos animais.

De seguida descrevemos a principal doença viricas que se pode prevenir:
Leucose Felina:
O que é?
Tal como o FIV, também o FeLV é imunodepressivo, retirando ao nosso sistema imunitário, de forma gradual, a capacidade de se defender contra as doenças ou infecções mais banais, podendo essas ser, muitas vezes, fatais. Para além de um maior risco na contracção de infecções várias, o FeLV está também associado ao desenvolvimento de tumores ou leucemias mortais. Este vírus, que só pode ser transmitido entre gatos, transmite-se pela saliva, lágrimas, urina, fezes ou através do leite, na fase da amamentação.
Sintomas?
A descoberta do vírus do FeLV é normalmente antecedida por sintomas como: perda ou falta de apetite, anemia, diarreia, doença respiratória crónica, infecções crónicas da boca, abcessos persistentes e recorrentes. No entanto, cerca de 25 a 30% dos gatos contagiados rejeitam o vírus, evitando assim a infecção; aproximadamente 30% mantém uma concentração elevada do vírus no sangue, com o risco de contrair linfoma ou outra doença associada ao FeLV; os restantes 40% desenvolvem uma infecção que acaba por passar, mas tornam-se portador do vírus, que poderá ser facilmente activado se o nosso sistema imunitário estiver debilitado ou exposto a outras doenças.
Cura?
Não existindo ainda qualquer cura, depende dos cuidados paliativos e de alguns cuidados básicos como a boa alimentação e alguns suplementos vitamínicos; evitar o contacto físico com outros animais; não partilhar comedouros, bebedouros, brinquedos e liteiras; e manter-los dentro de casa. Em média, um portador deste vírus vive dois anos, mas existem estudos que apontam para uma taxa de sobrevivência de três anos e meio para cerca de 83% dos felinos. Entretanto, existe uma vacina contra o FeLV que o seu gato pode e deve levar.

Panleucopenia:

A panleucopenia felina é uma doença viral altamente contagiosa caracterizada pelo aparecimento abrupto de sintomas clínicos tais como febre, inapetência, depressão, vómitos, diarreia e leucopenia (número de leucócitos abaixo do normal – leucócitos são os glóbulos brancos do sangue).
O vírus da panleucopenia felina, o qual é um parvovírus pequeno pertencente à família Parvoviridae, é considerado um dos mais importantes patógenos gastrointestinais dos gatos, provocando uma mortalidade muito alta, variando entre 50 até 90% dos gatos enfermos.
Essa doença tem sido verificada praticamente em todo o mundo, acometendo entre os animais domésticos somente os gatos, podendo também infectar naturalmente numerosas espécies de felinos silvestres. Não há preferência de sexo, entretanto o vírus infecta e faz adoecer principalmente gatos jovens, entre 1 e 2 meses até 1 ano de idade, sendo que é raro de ocorrer em gatos adultos.
Os gatos de vida livre, em sua maioria são expostos ao vírus da panleucopenia felina, ou se infectam dentro de seu primeiro ano de vida. A incidência dos casos clínicos de panleucopenia em qualquer população felina varia com a percentagem de gatos imunes e com a virulência, isto é a capacidade do vírus de produzir a doença, da cepa de vírus infectante.
Actualmente a incidência de panleucopenia é muito baixa nas populações de gatos em que a vacinação é praticada regularmente nos gatinhos. Foram relatadas variações estacionais na incidência da panleucopenia, associadas com o aumento da população de gatos jovens que tenham baixa imunidade maternal transmitida pelo colostro.
O vírus da panleucopenia felina encontra-se por toda parte no meio ambiente devido a sua natureza altamente contagiosa. Os reservatórios do vírus são os próprios gatos, sendo que a transmissão é feita por contacto directo entre os gatos doentes e os susceptíveis, através de alimentos, água contaminada, fezes, urina, vómitos e também por aerossóis quando há comprometimento do trato respiratório.

As síndromes clínicas observadas na panleucopenia felina variam de acordo com o estágio de desenvolvimento do gato na ocasião da exposição ao vírus. Temos as infecções no próprio útero materno em que o vírus da panleucopenia atravessa o útero e a placenta de gatas prenhes afectando os fetos podendo, neste caso, provocar variadas alterações teratológicas (presença de más formações).
No caso de infecções em gatinhos recém nascidos com o vírus da panleucopenia, a doença costuma provocar lesões cerebelares, as quais se tornam evidentes quando os gatinhos começam a andar e são observadas as incoordenações motoras, tropeções e rolamentos.
Finalmente temos as infecções causadas pelo vírus da panleucopenia em filhotes mais velhos. Nestes animais os sintomas podem variar desde as infecções praticamente assintomáticas até os casos de morte súbita, sendo que nestes casos a panleucopenia pode até ser confundida com envenenamento. Entretanto a manifestação mais comum observada na panleucopenia é a depressão, inapetência, febre alta (ao redor dos 40graus a 41,5graus C), vómitos, desidratação, diarreia fétida e intensa e frequentemente abdómen bastante sensível a palpação devido a dolorosa enterite.

O prognóstico, isto é a provável evolução da doença, é de reservado a mau devido à rápida desidratação e à pouca idade que os doentes apresentam.

A panleucopenia deve ser considerada em todos os casos de gatos jovens que apresentem vómitos e diarreia aguda, com menos de 12 meses de idade e que não têm vacinação ou a vacinação está incompleta.

Animais doentes apresentam um tratamento trabalhoso e dispendioso, entretanto aqueles animais que conseguirem sobreviver de 5 a 7 dias com o tratamento, evitando-se a todo o custo a desidratação, têm grande possibilidade de se salvar porque a patogenicidade do vírus se torna reduzida.

A recomendação técnica básica é a preventiva, ou seja, todos os gatos jovens devem ser vacinados contra a panleucopenia aos 2 meses de idade e se a vacina deve ser repetida depois de um mês. Os adultos e principalmente as fêmeas devem ser vacinados anualmente para que o nível de anticorpos seja sempre seguro.

A Clínica veterinária 115 Animal dispõe de vacinas de óptima qualidade e que há anos têm apresentado bons resultados na protecção dos gatos contra panleucopenia felina. Clamidiose felina:

Existe um microrganismo bacteriforme (semelhante à bactéria) pertencente à família Rhickettsiase denominado Chlamidya psittaci. Este microrganismo é responsável por causar nos gatos uma persistente afecção do trato respiratório superior, a qual apresenta-se de forma relativamente branda, conhecida como pneumonia felina. Esta enfermidade é infecto-contagiosa com uma altamente contagiosa, isto é, altamente transmissível de um felino doente para um felino saudável.

A Clamidiose inicia-se como uma doença hiperemica (provoca febre), tosse, frequentes espirros, corrimento nasal e conjuntivite, ou seja, uma inflamação na conjuntiva (conjuntiva é uma mucosa que recobre a porção anterior do globo ocular) com intenso corrimento ocular aquoso e posteriormente este corrimento pode se tornar purulento, após contaminação secundária por bactérias.

O gato afectado pela clamidiose perde o apetite, emagrece rápido e em estágios mais avançados, esta enfermidade leva a um quadro respiratório denominado de pneumonia.
Frequentemente, após cerca de umas duas semanas, os sintomas começam a melhorar, pois a clamidiose costuma ceder na grande maioria dos gatos doentes, havendo então uma lenta recuperação até que o animal volte a ficar disposto e activo. Já nos gatos mais debilitados a clamidiose pode evoluir para outras patologias mais graves devido a queda de resistência que provoca.
Embora os gatos infectados possam ser tratados com antibióticos específicos ou, dependendo do caso com outros medicamentos sintomáticos, o transtorno é grande para o proprietário que possui vários gatos em casa e se depara com este tipo de problema.

A orientação inicial básica é que procure um médico veterinário para exame e avaliação logo que perceba algum problema respiratório no felino.
De uma forma geral, como medida preventiva, recomenda-se que os gatos sempre sejam vacinados contra a clamidiose. Por outro lado, a imunidade induzida pela vacina contra clamidiose costuma propiciar uma protecção limitada, isto é, alguns gatos mesmo vacinados podem ainda contrair esta doença, mas frequentemente ela será bem mais branda e com uma recuperação mais rápida.

A Clínca veterinária 115 animal dispõe de vacinas de óptima qualidade para felinos, vacinas estas que podem ser as vacinas quádruplas (Rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose) e as vacinas quíntuplas (rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose e leucemia), as quais protegem os gatos preventivamente contra a clamidiose durante o período de um ano (a vacina deve ser repetida anualmente). Estamos à disposição para esclarecimentos para qualquer dúvida em termos de prevenção ou tratamento.

Rinotraqueíte infecciosa felina:
A Rinotraqueíte Infecciosa Felina é uma grave doença que ataca o aparelho respiratório de gatos. É causada pelo Herpesvírus Felino 1 (HVF-1).
O HVF-1 é transmitido por contacto directo de gatos infectados a gatos com baixa imunidade, geralmente filhotes. Gatos recém-nascidos possuem anticorpos maternos que os protegem da infecção, mas à medida que eles começam a perder essa imunidade, tornam-se altamente susceptíveis. Outros factores que contribuem para a infecção são: subnutrição, higiene do local e tamanho da população.
O vírus se multiplica em regiões com temperatura abaixo da temperatura normal de gatos, como nas células epiteliais superficiais dos ossos turbinados nasais e da conjuntiva, no epitélio da córnea, palato mole, tonsilas e epitélio traqueal.
O HVF-1 provoca necrose e ulceração do epitélio dos ossos turbinados nasais. Filhotes que apresentam infecções “in-utero”, normalmente morrem de pneumonia e necrose hepática com duas ou três semanas de vida.
O período de incubação da doença é normalmente de dois a seis dias. Na maioria dos casos os sintomas variam entre cinco a sete dias.
Os primeiros sintomas que aparecem são uma crise de espirros, conjuntivite e rinite serosa. Pode ocorrer pirexia, anorexia, e depressão. Os gatos passam a respirar pela boca devido à obstrução das narinas. Em casos raros ocorre a glossite ulcerativa.
Os animais infectados com HVF-1 ficam susceptíveis a infecções bacterianas e micoplasmicas oportunistas.

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